EFL/ESL in Brazil: who’s to blame?

As many of you should’ve already heard, last week the EF – Education First – published its global survey of English-language skills and, since then, many people have come to me sorely disappointed or in furious disbelief – after all, is it true? Is it possible that English is so poorly spoken in Brazil? And if so, who’s to blame?

As you can see above, Brazil ranked 46th in the survey – a “very low” level of English proficiency, according to the EF index (which is based on the test results of a huge sample: 1.7m people over three years in more than 50 countries). Given that it was a free online test,

“The test will obviously not reach poor and rural folk who lack internet access.  So if a country has an urban elite who are good with English, and a lot of rural poor people who cannot take the test, its score might be relatively inflated. In another country where nearly everyone is online but English skills are mediocre, the scores might be relatively depressed”. (Source: http://www.economist.com/blogs/johnson/2012/10/language-skills).

And I dare say the last reason, saddly, does apply to Brazil. Not so long ago, I used to hear students asking: “Why should I learn English? If foreign people come to Brazil, they are the ones supposed to learn Portuguese, and not the other way round”, or “Teacher, why hasn’t anyone invented a pill which would make students learn English all of a sudden?”.

So, yes, it’s about the attitude but, first and foremost, it’s about culture. It’s, essentially, about how much a country stresses the importance of Education among its people. And I feel Brazilians are not fully assured that Education and knowledge are the tools which will effectively make Brazil into a “developed” country. By knowledge I mean elementary education, and not just language proficiency.

Of course there are lots of bad English schools, inadequate methods and unqualified teachers. But I’ll say these are not our main problem, if you ask me – had our sample been composed by students who attended bad schools only, we’d be far better than that.

Como muitos de vocês já devem ter visto, semana passada a instituição EF Education First publicou os resultados de uma pesquisa mundial de proficiência em inglês (entre países que não falam a língua oficialmente). Desde então, inúmeras pessoas vieram conversar comigo, terrivelmente decepcionadas ou com desconfiança furiosa – afinal, é uma pesquisa válida? É realmente possível que se fale inglês tão mal aqui no Brasil? E, se realmente é verdade, de quem é a culpa?

Como vocês podem ver acima, o Brasil ficou na 46a posição do ranking, ou seja, no grupo dos que desempenham um grau de proficiência “muito baixo” na língua inglesa, de acordo com a pesquisa da EF (a qual se baseou nos resultados obtidos através de uma amostra imensa: 1.700.000 pessoas ao longo de três anos e em mais de 50 países). Uma vez que a amostra derivou de um teste online gratuito,

“O teste obviamente não atingiu grupos pobres ou de áreas rurais, que não possuem acesso à internet. Por isso, se um país possui uma elite urbana que fala ótimo inglês, mas um número expressivo de pessoas pobre e das zonas rurais que não pôde realizar o teste, a pontuação deste país pode ter sido relativamente inflacionada. Em outro país onde quase todos estão online, mas as habilidades em inglês são medíocres, as pontuações podem ter tido redução relativa”. (Fonte: http://www.economist.com/blogs/johnson/2012/10/language-skills).

Ouso dizer que, infelizmente, o último argumento se aplica ao Brasil. Não muito tempo atrás os alunos viviam me perguntando “Por que tenho que aprender inglês? Se os gringos vêm pro Brazil, são eles que têm que aprender português”, ou então “Teacher, por que não inventam uma pílula que a gente tome e aprenda a falar inglês na hora?”.

Então, sim, tem a ver com a atitude, mas principalmente com a cultura, com a importância que um país dá para a Educação e como a propaga entre seu povo. E o que eu sinto é que os brasileiros ainda não estão totalmente convencidos de que Educação e conhecimento são essas sim as ferramentas que transformarão o Brasil em um país “desenvolvido”. Por conhecimento eu me refiro a educação básica, e não apenas a proficiência linguística.

Claro que há inúmeras escolas ruins, métodos ultrapassados e professores sem qualificação dando aula. Mas estes não são nosso maior problema, se vocês querem realmente saber – se nossa amostra tivesse sido composta apenas por estudantes que frequentaram escolas ruins, estaríamos melhor na fita.

About Isabella Ferraro

English examiner, teacher and frustrated ballerina. Geek, gauche, obsessed with books, podcasts and the web. Dedicated professional and blogger, tho. More info below blog's header.
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