English as a foreign language

Today’s last test was finished and the candidate seemed impressed that the recordings had brought grammar structures far from perfection and a wide range of accents which are certainly very different from the way how Brazilians pronounce certain English terms.

“The test aims at unexpected situations for you, pilots”, I explained,  “situations which could definitely happen, though. If you are going to fly to the US or UK, for example, you’ve already got some reference about the kind of English you are going to find, since their native language works as the starting point for students all over the world. Now if you’re flying to France, your controller will simply be a French guy speaking English to you, a Brazilian whose native language is not English as well. See, English would neither be your native language nor the controller’s, and that’s why ICAO has to be sure that both of you are able to speak safe English with any person, especially non-native speakers, because they are likely to make more mistakes.

“- Wow, I’d never thought about it before. Do you think then ICAO is concerned about the globalization of English language? Has this test come to set standards in air communication worldwide?”

Well, yes!

We are not greatly concerned whether the candidate’s speech is understandable enough for native speakers, it’s much more the opposite – we need to know whether his mistakes in English plus the interference of Portuguese are not relevant enough to impair communication with people who will probably make their own mistakes as well.

I noticed how knowing about it made a huge difference for him.  And I myself ended up ill at ease by the conversation – miscommunication in foreign English is something so hard-wired into my work as an examiner that I’ve been simply taken for granted that candidates would bear that in their minds the same way when preparing for the test. This was the main reason why I started to write this blog, hope it may be instructive. Next time I’ll bring examples😉

*

Apliquei o último teste de hoje, desliguei o gravador e logo em seguida o candidato questionou o fato de as faixas de áudio trazerem pessoas se comunicando em um inglês que não é gramaticalmente impecável e ainda pode incluir sotaques indiano, chinês ou de qualquer outro país cujos falantes têm uma pronúncia totalmente diferente da brasileira.

“O que o teste tenta fazer”, respondi a ele, “é criar situações inesperadas para vocês, pilotos, mas que podem perfeitamente acontecer. Se vocês voarem para os EUA ou para a Inglaterra, vocês já têm uma referência do tipo de inglês que os controladores vão falar, porque eles são nativos no idioma, é a língua materna deles e o ponto de partida para qualquer estudante do mundo. Agora, se você voar para a França, seu controlador vai ser um francês falando inglês com você, que é um brasileiro falando inglês, ou seja, o inglês não é a língua materna de nenhum de vocês e por isso a ICAO precisa se certificar de que vocês dois conseguirão usar o inglês para se comunicar com segurança com qualquer falante,  inclusive com os que não são nativos”.

“Nossa, eu não tinha pensado nisso. Você acha que a ICAO tá preocupada com a globalização do inglês? E que o teste veio para padronizar essa comunicação aérea internacional?”.

Sim, sim, sim!

A preocupação maior não é se o candidato consegue se fazer entender com nativos, mas justamente se o inglês dele está consolidado o suficiente para cometer o menor número de enganos possíveis ao falar com pessoas que, assim como ele, provavelmente terão um inglês marcado por interferências da língua materna.

Vi que pare ele foi uma descoberta valiosa e fiquei um tanto incomodada pela conversa. Falhas de comunicação causadas por inglês internacional é uma preocupação tão corriqueira no meu trabalho como examinadora que simplesmente dei como certo que todo candidato teria isso em mente ao se preparar para o teste. Foi principalmente por isso que decidi começar este blog, espero que seja útil. Na próxima postagem trarei exemplos😉

About Isabella Ferraro

English examiner, teacher and frustrated ballerina. Geek, gauche, obsessed with books, podcasts and the web. Dedicated professional and blogger, tho. More info below blog's header.
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6 Responses to English as a foreign language

  1. Pingback: EFL/ESL in Brazil: who’s to blame? | English as a Foreign Language

  2. Pingback: Britishism | English as a Foreign Language

  3. Pingback: News about the ICAO test | English as a Foreign Language

  4. Pingback: That awkward moment… | English as a Foreign Language

  5. Dearest Matt, thank you for your nice words and for always being around. I hope you like the blog and keep commenting on it. Kisses ::*

  6. mateuszanelatti says:

    Verry good, darling. Very clever the idea for the blog. Good luck and carry on. Kisses ::)

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